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ENTREVISTANDO O ALUNO: Karon Saito (SILAC)

Karon Saito
Karon Saito

Karon começou recentemente a estudar no formato 2 do programa Acceleration.

Jon: Antes de mais nada, como você ficou sabendo sobre a Yamasa?
Karon: Através da homepage.
J: Você encontrou por conta própria ou alguém lhe recomendou?
K: É uma longa estória. Era pra eu ter vindo ao Japão, e só então procurado uma escola, mas não gostei da idéia de ter que procurar depois de já estar aqui, então dei uma checada na internet. A Yamasa tinha, de longe, o website mais informativo. As outras tinham apenas uma página de informações, e os endereços de correspondência, onde você poderia pedir informações. Como eu não tinha muito tempo, achei que a Yamasa seria a melhor escolha.

J: Como vai indo o curso?
K: Até agora, tudo bem.
J: E as aulas de seminários CALL?
K: Elas me dão uma boa chance de praticar a conversação com o professor no final da aula, e ao invés de praticar sentenças e estruturas prontas, é mais natural. Ainda é difícil. Quando vou a uma loja, geralmente digo o que for necessário pra me tirar de lá o mais rápido possível!!

J: Pra você, o programa é intensivo o suficiente?
K: Achei que era rápido demais no início, mas há um pouco de revisão durante a semana seguinte, então isso o desacelera um pouco.

J: O que você acha da equipe de professores?
K: Todos os professores são muito pacientes, e é um ponto positivo que eles não falem inglês na classe. Eu estava conversando com minha irmã, e ela disse que aprendeu japonês da mesma forma.
J: Sua irmã está no Japão?
K: Sim, ela está trabalhando aqui e está morando no Japão já há 7 anos.

J: Por que você está estudando japonês?
K: Isso é bem complicado..... Isso vem sempre persistindo no contexto, pois sou mestiça de japoneses mas não posso falar a língua. Meu irmão e irmã são fluentes, mas não posso me comunicar com meu pai em japonês, o que eu gostaria de ser capaz de fazer.
J: Então você se comunica com ele em inglês?
K: É isso aí.

J: Você já havia estudado japonês antes de vir à Yamasa?
K: Sim. Já estive duas vezes antes no Japão e estudei em casa, no Kenya e Austrália, então eu deveria ser bem melhor do que sou. No Kenya estudei os primeiros 6 capítulos do Minna no Nihongo no Japan Information Center, mas era tudo em inglês, então não era o ideal.

J: Ok, então você tem nacionalidade keniana, um passaporte japonês, e viveu na Austrália. Pode contar-me um pouco mais sobre isso?
K: Isso é muito, muito complicado......... Meu pai é japonês, minha mãe keniana. Tenho um nome cristão, um nome japonês, e um nome keniano tradicional.
J: Qual é o seu nome keniano tradicional?
K: É Nya Gu Thie, da tribo Kikuyu.
J: Assumo que tem algum tipo de significado?
K: Sim, significa, 'nascida no caminho'. Acho que foi uma coisa no estilo 'minha bolsa estourou'!

J: Mudando um pouco de assunto, o que está achando de sua acomodação na Villa 3?
K: É maior do que eu achei que fosse ser, mas mais antiga do que eu esperava.

J: E sobre Okazaki?
K: Eu sabia o que esperar porque estive em Toyohashi ano passado por 3 semanas, que era razoavelmente similar, acho. Estava vivendo logo depois de Toyohashi, bem no interior, com plantações de arroz e tal. Levava de 15 a 20 minutos de bicicleta para chegar ao shopping center mais próximo, então Okazaki é melhor.

J: Depois de terminar de estudar na Yamasa, o que você vai fazer?
K: Isso é muito complicado....
J: Outra pergunta complicada!
K: Bem, tenho uma oportunidade para uma vaga num programa de Masters em Melbourne, Austrália, mas meu pai gostaria que eu estudasse no Japão, e há uma razão pra isso, e é onde as coisas ficam complicadas.....
J: Ok, chega de perguntas complicadas. No que você se formou?
K: Tenho um diploma em publicidade, depois de estudar por 3 anos na Universidade, em Melbourne. Me formei em novembro de 2001, fiquei na Austrália até março de 2002, voltei ao Kenya e então vim ao Japão.
J: Como é a Austrália?
K: Depende de onde você vai. Tive sorte, acabei indo para Melbourne, o que foi bom, mas alguns de meus amigos foram parar em outros lugares que não estão tanto em evidência.

J: Por fim, alguma sugestão para os estudantes que estão vindo à Yamasa?
K: Se você puder, envie sua bagagem com antecedência, para que você possa pegá-la quando chegar em Okazaki - isso irá poupá-lo de carregá-la de Tokyo ou de qualquer outro lugar onde irá desembarcar. Enviei minha bagagem para ser entregue um dia após minha chegada na Yamasa, o que não foi uma boa idéia, pois fiquei sem nenhuma das minhas coisas por quase 24 horas.

J: Bem, obrigado pelo tempo dispensado!
K: Oh, sim, e a acomodação. As camas na acomodação são bem duras, até mesmo com o futon, elas são mais duras do que com o que eu estou acostumada. E o travesseiro, oh meu deus....! A primeira noite foi um belo choque.....!


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