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ENTREVISTANDO O ALUNO: Matthew Sidgwick (UK/AIJP)

Matthew Sidgwick
Matthew Sidgwick

Jon: Ok, vou direto ao assunto - por que você está estudando japonês?
Matthew: Por motivos pessoais, principalmente, e quero continuar trabalhando no Japão. Venho trabalhando no Japão há algum tempo, e quero poder me comunicar com as pessoas com as quais vivo. E, também, vou casar-me com uma japonesa ano que vem, então sempre terei uma conexão com o Japão.
J: Parabéns pelo casamento.
M: Obrigado.

J: Há quanto tempo você está no Japão?
M: 7 anos, na verdade, quase 8...
J: O que vem fazendo durante esse tempo?
M: Venho trabalhando em Tokyo. Durante os dois primeiros anos, lecionei inglês, e durante os últimos 5 venho trabalhando como recrutador financeiro.
J: Como foi a experiência em dar aulas de inglês?
M: Excelente! Na verdade, não queria fazer isso por mais do que uns dois anos, mas gostei. Os estudantes eram muito receptivos.

J: Por que você decidiu ficar no Japão durante tanto tempo? Conheço muitas pessoas que disseram que foi difícil para elas ficar por mais do que 1 ou 2 anos.
M: Parecia ser a terra da oportunidade antes de me mudar pra cá. Soa cafona, mas é verdade. Você recebe pelo que trabalha, e há muita coisa sobre o Japão - não somente as cidades, mas toda a cultura atrás do país.

J: Você começou no programa SILAC, e então mudou para o AIJP no início de julho - pra você, qual é a principal diferença entre os programas?
M: Pessoalmente, o SILAC era rápido demais pra mim, e algumas das coisas que me eram ensinadas passavam direto pela minha cabeça. Mas foi uma boa revisão porque eu já sabia muita coisa. Havia um pouco de gramática e vocabulário que eu ainda não havia estudado. Foi certamente um bom preparatório para o AIJP.

J: Como vai indo o programa AIJP?
M: Rigoroso, devido à quantidade de leitura, escrita e kanji, mas ele vai num ritmo mais lento do que o SILAC. Os professores parecem estar mais cientes de seus pontos fortes e fracos. Tive uma entrevista de 10 minutos com minha professora sobre meus objetivos, planos, etc. Talvez seja porque você vai estar estudando durante um período mais longo de tempo, então eles podem ficar te conhecendo um pouco melhor do que os professores do SILAC. Se o ritmo do AIJP fosse o mesmo do SILAC, eu ia estar carregado!

J: Por que você escolheu a Yamasa, dentre todas as escolas em Tokyo, que eram muito mais próximas de onde você morava?
M: Diversas razões. A Yamasa parecia ser bem estabelecida, o site na web foi um fator, claro. Pesquisei várias outras escolas, mas elas não possuíam todas as coisas que a Yamasa oferecia, como acomodação - foi quase como que fazer as reservas para um pacote de feriado. Os cursos eram flexíveis o bastante para poderem ser encaixados nas minhas datas, e o aluguel em Tokyo era caro demais para eu poder ficar onde estava morando, sem estar trabalhando. Não foi necessário procurar um novo apartamento, pagar a luva e etc, para vir à Yamasa. Além de tudo isso, queria ir a um lugar novo.

J: Você está satisfeito com a Residence L, onde está morando?
M: É ótima. Totalmente diferente de onde eu estava morando em Ebisu. Perto de onde eu vivia em Tokyo, eu podia sair pra tomar uma bebida até as 2h da manhã, 7 dias por semana, se eu quisesse. Okazaki é incrivelmente quieta. Lembra-me de uma pequena vila na Inglaterra. Contudo, levei mais ou menos um mês pra perceber que não há muito o que fazer em Okazaki!
J: E sua opinião sobre Okazaki, como cidade?
M: É um bom lugar para estudar. Não é uma cidade grande, mas também não é uma área rural - é algo no meio termo. Para os 6 meses em que estarei estudando, tudo bem, mas eu não iria conseguir ficar aqui durante um longo período de tempo, sem um carro.

J: Você escalou o Mte. Fuji recentemente com outros estudantes da Yamasa, gostou da experiência?
M: Sim, foi uma ótima viagem. Fiquei totalmente esgotado depois.
J: Faria isso de novo?
M: Não! Você deixaria alguém bater nas suas pernas com um taco de baseball?

J: Concordo com você. E, finalmente, alguma mensagem ou conselho para as pessoas que virão estudar na Yamasa?
M: Antes de mais nada, traga muita pouca coisa com você. Se você for estudar no SILAC, compre os livros antes de vir e aprenda o vocabulário. Se você está indo para o AIJP, então aprenda kanji. E, por fim, envolva-se; você só colhe o que planta.


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