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ENTREVISTANDO O ALUNO: Francois Brunner (CALL/Particular)
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| Francois Brunner |
Jon: Você acabou de terminar seus estudos hoje aqui, como foi?
Francois: Muito interessante, trabalhei duro. Pra mim, realmente aprendi
muito e agora minha cabeça está cheia!! Não sou um expert em professores de língua
japonesa, mas os que eu tive achei muito bons. A escolha que fiz em fazer
3 aulas particulares, e então uma aula de
seminário CALL, foi certamente a correta.
J: Você foi uma das primeiras pessoas a ter aulas no novo programa de
seminários CALL; como foram elas?
F: Acho que o que vocês fizeram através do ensino com ajuda do computador é fantástico.
Haviam alguns problemas com o computador no início, mas nada sério. Recebi instruções simples
de como utilizar o programa, mas acho que você precisa encontrar seu próprio meio de utilizar
o software, e como você vai extrair o máximo disso. Achei muito produtivo.
J: Quantos professores você teve para as aulas
particulares e
seminários CALL?
F: Tive três professores. Nagato sensei foi minha professora para todas
as aulas particulares, e então tive
Tadashi Sugita sensei e
Erina Kato sensei para as aulas nos
seminários CALL.
Erina sensei
tem uma forma muito legal de explicar as coisas facilmente, através de desenhos.
J: Em que tipo de acomodação você ficou?
F: Numa homestay.
J: Você achou que foi uma boa experiência?
F: Foi fantástico! Era uma família adorável, e nos entendemos muito bem.
Tive a chance de viver numa família e a oportunidade de vivenciar muitas coisas
que de outra forma não poderia. Participei de muitas excursões enquanto estive hospedado
com eles.
J: Onde você foi?
F: Fui convidado a ir a tantos lugares, por tantas pessoas! Semana passada fui ao
Mte Fuji, também fui a
Kyoto, Lago Biwa,
e a uma cerimônia do chá onde eles escreviam poesia - minha host family é como a minha família
lá em casa.
J: Então tudo correu mais ou menos como você esperava?
F: Tento ter a mente aberta sobre as coisas, e não vim ao Japão esperando alguma coisa
em particular. Achei que os japoneses são bem abertos.
J: Isso o surpreendeu?
F: De uma forma, sim. Na Europa você geralmente vê japoneses andando juntos num grupo
de excursão, e ficam sempre só entre eles. Uma coisa que foi um pouco difícil para mim foi
me livrar do hábito europeu de expressar sua amizade por alguém através de um abraço ou um
toque, o que eles não fazem aqui. Eu tinha que ter cuidado, às vezes!
J: Qual foi o ponto alto de suas 5 semanas no Japão?
F: Não acho que seja possível dizer que uma coisa foi a melhor.
J: Ok, então algo que você irá contar à sua família quando retornar à Suíça.
F: Bem, a coisa mais divertida foi sexta-feira passada, quando fui com minha
host family a um jantar com foundue. Eles não somente mergulharam o pão e o queijo no fondue,
mas também legumes e pequenos ovos. Nunca havia visto um fondue como esse antes, mas achei que
foi uma idéia muito boa.
J: Você foi esquiar com
Declan Murphy e alguns
outros estudantes em Hakuba
algumas semanas atrás. Como foi?
F: No primeiro fim de semana em que estive aqui fui esquiar, e não poderia ter sido
melhor. Condições e tempo estavam perfeitos.
J: Como esquiar no Japão comparou-se a esquiar na Suíça?
F: Em Tsugaike Kogen não havia muitas descidas difíceis, mas o aspecto bom
é que todos eram muito educados na hora de fazer as filas para os teleféricos. Nada de empurrões
como acontece na Europa.
J: As pessoas de vez em quando tem problemas com algumas das comidas no Japão, e
quanto a você?
F: Na Suíça eu costumava ir de vez em quando a restaurantes japoneses, então já estava
familiarizado com a comida. De fato, tenho ido ao restaurante de
Kaiten Sushi
na rota 248 em todos os almoços! Você come, e sente-se bem. Não acho que tenha tido a mesma
refeição duas vezes na minha homestay.
J: Você pareceu ter tido uma ótima experiência. Algum aspecto negativo?
F: Perdi minha câmara... temporariamente.
J: Como?
F: Eu sempre a mantive no bolso de minha jaqueta e, embora ela tenha caído algumas vezes,
não achei que fosse perdê-la. No entanto, um dia, quando voltava para a casa de minha host
family, percebi que não estava com ela. Não sabia exatamente onde a havia perdido, mas achei
que tivesse sido no ônibus, quando estava voltando para casa. Então um membro de minha
host family ligou para a empresa de ônibus, fomos ao escritório na estação de Higashi
Okazaki, e surpreendentemente eles estavam com a câmara! Alguém havia entregado-a mais tarde
naquele mesmo dia. Essa é uma das boas coisas sobre o Japão - a honestidade das pessoas.
J: Quando você voltar à Suíça irá continuar estudando japonês?
F: Sim, conheço alguns japoneses lá, e uma amiga de minha filha irá me ajudar
a praticar o que aprendi. Pode ser até que eu volte à Yamasa!
J: O que você estará fazendo quando voltar pra casa, em seu país?
F: A primavera é uma época corrida pra mim, já que cultivo flores, parte em
estufas e parte ao ar livre. Estarei ocupado de agora até o final do outono. Estou
pensando em tirar umas longas férias de novo no próximo inverno.
J: Você tem algum conselho para alguém que está planejando vir ao Japão?
F: Aprenda hiragana e katakana antes de vir! Se você não o fizer, terá que aprender
isso antes de todas as novas palavras, gramática e vocabulário que serão ensinados a você.
Depois de um curso tão intensivo preciso de algum tempo para organizar e praticar o que aprendi.
Acho que tenho uma boa base para me apoiar. Gostaria de ter absorvido mais e não estou satisfeito
comigo mesmo nesse aspecto, mas fiz o meu melhor e você não pode se exigir mais do que isso.
J: Obrigado pelo tempo dispensado, e tenha uma boa viagem de volta no fim de semana.
F: Muito obrigado.
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